domingo, 24 de agosto de 2008

Religião



“Nosso deus é um ser tão fascinante que passamos nossas vidas, á rezar, orar, cultuar, e venera-lo, enquanto o ‘’mundo’’ lá fora nos engole em meio tanta hipocrizia, individualismo e egoísmo”.
Um breve comentário, sobre nossa omissão, diante dos mais variados e catastróficos casos, e mesmo assim afirmamos termos muita fé e amor, em nossos “corações”.
Prendemos-nos a credos, crenças e denominações, onde estamos absolutamente seguros, e certos!
Embora sejam tantas as divindades adoradas por ai, todas oferecem praticamente a mesma coisa, variando de acordo com o local de origem de tais costumes, são estes, remédios para os mais angustiantes males que assombra a humanidade desde sua existência por sob o globo, pode-se citar os mais clichês: Vida após a morte,vida esta que durará por toda eternidade, curas de doenças, punição para aqueles que nos atingem, em casos absurdos até mesmo dinheiro.
Mas para tanto é necessário, o de sempre, fé e devoção,é ai quando nasce um dos maiores problemas da infinidade que a religião cria, pois para alcançarmos fé e devoção temos que encontrar a certeza e verdade absoluta, verdade pela qual deve-se lutar ferozmente, trata-se também de uma mera questão de ego, e alto afirmação. Quando esta verdade vai de encontro a outra (dentre tantas certezas absolutas) o atrito é certo, vai desde de discussões e ofensas, a intrigas e discórdias, em casos extremos chegando a morte, ou agressão física e moral, enfim, resumindo essa e muitas outras são formas primitivas que o ser humano utiliza para afirmar para si mesmo e para outros do clã a qual pertencem sua fé.
Por mais engraçado que seja, a fé pode ser usada como ascensão e aceitação social, onde os indivíduos( que maioria das vezes tem antecedentes comprometedores) a fim de se redimir perante a moralidade e os princípios da sociedade, alegam uma intercessão divina, uma mudança súbita de comportamento e pensamento, mudança que provém de um misterioso contato com o ser divino(já que o mesmo tem um bom currículo como conselheiro e apadrinhador) após tal contato, eles mudam toda sua ‘’postura’’ e apresentação social, alguns param de beber, trocam seu guarda-roupas por coisas mais elegantes ou mais compostas diante de um contexto social mais conservador, jogam fora discos ou quaisquer lembrança de musicas e hábitos de sua antiga e errada vida, mas no entanto não reformulam seus princípios éticos e aquilo que denominam ‘’coração’’.

Me fez lembrar de uma anedota do bêbado e do evangélico;
O cara está bêbado após flagrar a esposa com outro, e ficou bastante indignado por não ter conseguido pegar o desgraçado do ‘’Ricardão’’ que era seu visinho.
Trambaleando pelas ruas passa em frente a uma igreja evangélica, ele olha pro altar ver e presta atenção num homem que dar o seu testemunho a deus, “Depois que aceitei a Jesus, nunca mais bebi, fumei ou falei palavrão.’’ O homem bêbado corre até ele e loucamente começa a espanca-lo, as pessoas o separam e espantados perguntam por que ele fez aquilo, muito eufórico ele diz;
-Eu bebo, e fumo que só a peste!
-Mas num ando pegando a mulher dos outros não seu filho de uma puta!

Pronto estamos próximos de compreender (se é que é compreensível um ato tão irracional) o ser crente(não necessariamente evangélico protestante, mais referi-se a todos que tem fé e crença por qualquer divindade). . .
A fim de se redimir, ou ter sua imagem publica e social amenizada, o individuo agora com carta branca, dada pelo novo clã ao qual pertence agora.



E fazem isso num ato descarado e hipócrita, embora eu seja suspeito para fazer tal comentário, pois não tenho credo algum, não sei te afirmar se existe um deus, criador, eterno e todo poderoso, mas de uma coisa eu sei, a mesma possibilidade de tal existir e ser Jeová Gire, e a mais absoluta equivalente de ser Ala, Buda ou quem sabe Zeus.
E digo mais! Se ele existir significa dizer que há uma razão pela qual estamos aqui, que é alheia a nossa vontade e conhecimento, também não sei afirmar que misteriosa razão é essa, porem acredito que não fomos mandados aqui para destroçarmos um ao outro, saboreando nossa fatia de verdade absoluta, como vimos fazendo durante toda nossa existência, ou pelo menos desde que o homem se tornou sociável.
Dentre tantos acredito que este seja um dos maiores erros do ser humano, ter acreditado na idéia absurda de que era compatível e relacionavél com outro de sua espécie, assinando assim sua parcelada e autodestruição, e também a destruição do planeta onde vive.

sábado, 23 de agosto de 2008

Novidades sobre o meu futuro disco '' A melodia do improvavél''

Carta ao ouvinte,

Ao passar muito tempo escutando radio, indo para festas maravilhosas, de um conteúdo intelectual impressionante, me identifiquei bastante com esse troço de MPB(musica do povão brasileiro).
A identificação foi tamanha que resolvi entrar para o ramo da musica, eu (chucky) já havia tido uma pequena experiência com bandas de Rock’n Roll, dá pra imaginar que sou integrante de uma bandinha mequetrefe, com batuque de bateria e distorções barulhentas tocada á melodia de uma voz rasgada e escraxada, banda esta veiculo de letras criticas, pretensiosas, e com postura político/social, pode? Quanta inocência!
Hoje sou um novo ser, afim de me empenhar à fazer musica de qualidade e gosto refinado. Quanto as letras. . . que se dane! O povo gosta mesmo é de rebolar!
Enfim, gostaria de cumprimentar a você que comprou este CD, ou até mesmo pegou emprestado, espero que se delicie com essas melodias e letras maravilhosas.
Garanto que serás uma outra pessoa após escuta-lo, pois foi feito com muita inspiração, dedicação e acima de tudo a mais bela filosofia.


0BS:Para as mulheres aconselho que dê uma chapinha, uma escova no cabelo antes de escutar este disco, é pra ajudar a levantar a auto-estima e entrar no ritmo sabe?
E os homens, que comprem um litro de água-ardente, e aprecie com moderação!



Obrigado.

O velho e suas formigas. . .



No azul do céu
Acima das nuvens
No além
Mora um velhote
Que com sua barba branca
Sentado a sua cadeira de balanço

Dispõe de muito tempo
Moradia própria
Grande empresário
Autoritário
Sempre a ordenar
Seus subordinados

Meio gente, meio ave.
E com suas asas
Estão sempre a tocar
E cortejar o velho

E o velho, pra passar o tempo.
Costumar observar
Sua criação de formigas
6 bilhões de pequenas criaturas
Mas o velho, pra esbanjar superioridade.
Prometeu as formigas incendiar.

Pobres formigas
Têm tanto a trabalhar
Tamanhos são os obstáculos
Que enfrentam dentre a colonia

Dama da noite

É ela a dama da noite
Por quem matam e morrem
Se vendem e a compram
É ela que chega e te pega
Te beija, te agarra
Te drena por completo
Dama da noite
Que a todos pertence
E pretende alienar
Alimentar-se
De vidas
Dividas, compra, oferta
Pague, pegue, peque
Queira, deseje-a
Pois a dama é a dona da noite
Essa é a nova era
Voltamos a idade da pedra
Mas os lascados somos nós
Carniça is, mercenário de nossas próprias mortes.

Queira, deseje-a, beije sua a alma.
Ela logo estará á te dominar
Dama da noite, dama da noite
Dama da morte!
Eu quero te beijar
Dama da noite dama da noite
Compre minha alma

Cães de briga



Cães que ladram
São solitários
Autoritários
Não precisam de carinho, não.
Cães tão bravos
Necessitam de atenção

O ranger dos dentes
É pra disfarçar contrariar
Tanta depressão
E repressão, dos instintos.
Mais obscuros
De querer ser tão fofinho
Ou civilizado
Cães tão bravos
Têm o pau mais grande.
Têm o pau mais grande

Cães de briga
Invejam os de pelúcia.
Cães que ladram
São tão solitários

(oh coitadinho dos cãezinhos)

Manda chuva
Rei do pedaço
Não suportam os gatos
E toda sua elegância
A exuberância de quem sabe ser
Civilizado

Cães de briga
Sempre com seu osso
Entalado no pescoço
Querem te devorar

Cães de briga
Invejam os de pelúcia.
Cães que ladram de mais
São solitários

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sem titulo.

Ouvindo aquelas velhas fitas cassete
Olho ao meu redor, e vejo.
Que por aqui nada mudou
Desde quando o Raul cantou
Sua metamorfose ambulante

Às vezes me pergunto que pais é esse?
Que o Renato cantou.
Cadê as boas novas, porque só as mães são felizes?
Nessa era de corvades trancafiados
Em seu computador.

Qual é a face do destruidor?
Desses homens primatas!
Queria que os bichos saíssem dos lixos
Para devorarem toda essa escoria
Mas de toda essa laia
A que mais me enoja
É essa nova Vanguarda
Sem os iê-iê-iês, pensando em novos acessórios.
Do seu vocabulário inglês!
“The books and table’’
I love you forever
The sky is blue!
Olhe the sky is blue

A vida é doce, ou é bandida?
Nas passarelas das avenidas posso ver
Uma nova grife da Prada
A praga que nos corroe por completo
Além dos outdoors, a lanterna dos afogados apagou

Enquanto isso o bob Marley se revira no caixão
Nossa que decepção, ser incorporado bela geração-coca-cola.
Mas ele era um garoto como eu, que sonhava
Com revoluções por minutos
Que planos fajutos!
Queria um disco voador
The sky is blue!
The sky is blue!

Refrão*
Ouvindo aquelas velhas fitas cassete
Olho ao meu redor, e clamo deus pra apertar ‘’restart’’
Que o game ove já chegou!

Entanto isso na sociedade alternativa, a burguesia fede!
Com todos os seus lixos, tecnológicos, ecológicamente corretos
E os seus carros movidos à refrigerante

Paixão ardente(água ardente)



Paixão ardente(água ardente)


Aos treze anos você entra em minha vida
Sem pedir licença, sem a mínima decência
Você chega, e me beija, me deixa louco
Adolescência, paixões ardente, fluente.
Solúveis em água-ardente

Entre uma festa e outra
Você me beija, me deixa!
Sempre afim de mais, que demais!

Aos trancos e barrancos, tento esconder
Que estou louco por você
Estou louco demais, louco por mais!
Adolescência, aborrecência, abstinência!
Então já estou em água!

Vindo de lá, pra lá de Bagdá
Sempre certo, de que estou com a verdade
E em verdade vos digo
Queres ser meu amigo?
Toma um copo d’agua de aguaardente!

Entre uma festa e outra
Te apresento pro meus pais
Todo mundo se espanta!
É que quando você me beija
Me deixa louco por mais
Louco por demais!