
“Nosso deus é um ser tão fascinante que passamos nossas vidas, á rezar, orar, cultuar, e venera-lo, enquanto o ‘’mundo’’ lá fora nos engole em meio tanta hipocrizia, individualismo e egoísmo”.
Um breve comentário, sobre nossa omissão, diante dos mais variados e catastróficos casos, e mesmo assim afirmamos termos muita fé e amor, em nossos “corações”.
Prendemos-nos a credos, crenças e denominações, onde estamos absolutamente seguros, e certos!
Embora sejam tantas as divindades adoradas por ai, todas oferecem praticamente a mesma coisa, variando de acordo com o local de origem de tais costumes, são estes, remédios para os mais angustiantes males que assombra a humanidade desde sua existência por sob o globo, pode-se citar os mais clichês: Vida após a morte,vida esta que durará por toda eternidade, curas de doenças, punição para aqueles que nos atingem, em casos absurdos até mesmo dinheiro.
Mas para tanto é necessário, o de sempre, fé e devoção,é ai quando nasce um dos maiores problemas da infinidade que a religião cria, pois para alcançarmos fé e devoção temos que encontrar a certeza e verdade absoluta, verdade pela qual deve-se lutar ferozmente, trata-se também de uma mera questão de ego, e alto afirmação. Quando esta verdade vai de encontro a outra (dentre tantas certezas absolutas) o atrito é certo, vai desde de discussões e ofensas, a intrigas e discórdias, em casos extremos chegando a morte, ou agressão física e moral, enfim, resumindo essa e muitas outras são formas primitivas que o ser humano utiliza para afirmar para si mesmo e para outros do clã a qual pertencem sua fé.
Por mais engraçado que seja, a fé pode ser usada como ascensão e aceitação social, onde os indivíduos( que maioria das vezes tem antecedentes comprometedores) a fim de se redimir perante a moralidade e os princípios da sociedade, alegam uma intercessão divina, uma mudança súbita de comportamento e pensamento, mudança que provém de um misterioso contato com o ser divino(já que o mesmo tem um bom currículo como conselheiro e apadrinhador) após tal contato, eles mudam toda sua ‘’postura’’ e apresentação social, alguns param de beber, trocam seu guarda-roupas por coisas mais elegantes ou mais compostas diante de um contexto social mais conservador, jogam fora discos ou quaisquer lembrança de musicas e hábitos de sua antiga e errada vida, mas no entanto não reformulam seus princípios éticos e aquilo que denominam ‘’coração’’.
Me fez lembrar de uma anedota do bêbado e do evangélico;
O cara está bêbado após flagrar a esposa com outro, e ficou bastante indignado por não ter conseguido pegar o desgraçado do ‘’Ricardão’’ que era seu visinho.
Trambaleando pelas ruas passa em frente a uma igreja evangélica, ele olha pro altar ver e presta atenção num homem que dar o seu testemunho a deus, “Depois que aceitei a Jesus, nunca mais bebi, fumei ou falei palavrão.’’ O homem bêbado corre até ele e loucamente começa a espanca-lo, as pessoas o separam e espantados perguntam por que ele fez aquilo, muito eufórico ele diz;
-Eu bebo, e fumo que só a peste!
-Mas num ando pegando a mulher dos outros não seu filho de uma puta!
Pronto estamos próximos de compreender (se é que é compreensível um ato tão irracional) o ser crente(não necessariamente evangélico protestante, mais referi-se a todos que tem fé e crença por qualquer divindade). . .
A fim de se redimir, ou ter sua imagem publica e social amenizada, o individuo agora com carta branca, dada pelo novo clã ao qual pertence agora.
E fazem isso num ato descarado e hipócrita, embora eu seja suspeito para fazer tal comentário, pois não tenho credo algum, não sei te afirmar se existe um deus, criador, eterno e todo poderoso, mas de uma coisa eu sei, a mesma possibilidade de tal existir e ser Jeová Gire, e a mais absoluta equivalente de ser Ala, Buda ou quem sabe Zeus.
E digo mais! Se ele existir significa dizer que há uma razão pela qual estamos aqui, que é alheia a nossa vontade e conhecimento, também não sei afirmar que misteriosa razão é essa, porem acredito que não fomos mandados aqui para destroçarmos um ao outro, saboreando nossa fatia de verdade absoluta, como vimos fazendo durante toda nossa existência, ou pelo menos desde que o homem se tornou sociável.
Dentre tantos acredito que este seja um dos maiores erros do ser humano, ter acreditado na idéia absurda de que era compatível e relacionavél com outro de sua espécie, assinando assim sua parcelada e autodestruição, e também a destruição do planeta onde vive.

